União Europeia se compromete a cortar emissões de carros em 37,5% até 2030

Congestionamento próximo da cidade de Irschenberg, na Alemanha, em julho deste ano. União Europeia quer reduzir emissões de poluentes dos carros em 30% até 2030. — Foto: Michaela Rehle/Reuters/Arquivo
Congestionamento próximo da cidade de Irschenberg, na Alemanha, em julho deste ano. União Europeia quer reduzir emissões de poluentes dos carros em 30% até 2030. — Foto: Michaela Rehle/Reuters/Arquivo

 União Europeia (UE) assumiu nesta segunda-feira (17) um compromisso para corte de emissões de dióxido de carbono de carros e vans, resolvendo as diferenças entre países produtores de carros e parlamentares de maior consciência ambiental.

“Chegamos a um compromisso para cortar emissões de carros em 37,5% e de vans em 31% até 2030”, disse Miguel Arias Cañete, responsável pelo setor de energia do bloco.

O bloco estava dividido há meses sobre a extensão dos cortes de emissões de carros e vans. A Alemanha, com o maior setor automotivo, havia alertado que metas duras poderiam prejudicar a indústria e custar empregos.

Representantes de integrantes do Parlamento Europeu tiveram diversas rodadas de negociações com a Comissão Europeia para achar um denominador comum, segundo diplomatas.

O órgão executivo do bloco havia proposto inicialmente um declínio de 30 por cento até 2030, sobre os níveis de 2021.

Dificuldades para acordo

A Alemanha apoiou esse plano, mas a pressão de diversos países, incluindo Holanda e França, subiu a meta para carros para 35%. Também há uma meta intermediária para 2025.

Em outubro, os parlamentares europeus haviam votado a favor de uma redução de 40% até 2030 e uma meta intermediária de 20% até 2025.

Diplomatas do bloco disseram que as metas continuaram um problema.

As metas para cortar emissões do setor de transporte têm o objetivo de ajudar o bloco a reduzir no geral as suas emissões de gases do efeito estufa em 40% até 2030.

Países do bloco estão separadamente avaliando o quanto as emissões de caminhões devem ser cortadas, com debate previsto para quinta-feira.

Fonte: Reuters


Créditos: Ambiente Brasil