Tromba d’água e cabeça d’água são fenômenos naturais diferentes e têm riscos; entenda

Tromba d'água e cabeça d'água são fenômenos distintos e oferecem riscos — Foto: Reprodução/G1 Santos
Tromba d’água e cabeça d’água são fenômenos distintos e oferecem riscos — Foto: Reprodução/G1 Santos

Tromba d’água e cabeça d’água são popularmente confundidos como o mesmo fenômeno, mas para a meteorologia são distintos e oferecem riscos distintos. De acordo com o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), ambos têm maior ocorrência no verão em razão das tempestades.

O meteorologista Diogo Arsego, do Cptec/Inpe, explica que diferentemente da temperatura, é difícil prever a ocorrência dos dois fenômenos naturais. “Mas eles estão associados às fortes pancadas de chuva, que são características da estação, mesmo que localmente ou em regiões isoladas. E como todos os anos, acabam se repetindo”, explica.

Tromba d'água foi registrada entre navios na barra de Santos, SP — Foto: Fábio Pasquarelli/Arquivo Pessoal
Tromba d’água foi registrada entre navios na barra de Santos, SP — Foto: Fábio Pasquarelli/Arquivo Pessoal

A tromba d’água se assemelha a um tornado, mas tem menor intensidade e ocorre sobre superfícies líquidas, como mar ou rio. Na terça-feira (22), pescadores registraram a formação de um funil característico a 15 quilômetros da orla de Santos (SP), entre dois navios cargueiros que aguardavam para acessar o porto e sob nuvens carregadas.

“A formação do funil pode ser observada. Os sinais que antecedem estão entre a intensidade dos ventos e a formação de nuvens de tempestade, então as pessoas que estão no mar devem ficar em alerta. O risco maior, entretanto, está associado à navegação. Embarcações menores correm o risco de ter alguma incidente ao se aproximarem ou ficarem no trajeto”, diz.

A cabeça d’água acontece em rios, quando há repentino aumento do nível de água. Ocorre a partir da intensidade de chuvas da cabeceira ou em regiões mais elevadas, o que influencia no percurso de deságue. O fenômeno deixou vítimas em Itatiaia (RJ) no domingo (20) e emPeruíbe (SP) crianças escaparam após alerta de monitores na terça-feira.

“Quando chove muito na cabeceira do rio, a tendência natural é o volume de a água aumentar ao longo do percurso e de maneira abrupta. Não necessariamente precisa chover onde estão os banhistas, mas sim nas áreas acima. A mudança na intensidade da correnteza, a agitação, além da mudança de coloração da água são sinais que a antecedem”.

Cabeça d'água atinge cachoeira, em Peruíbe — Foto: G1 Santos
Cabeça d’água atinge cachoeira, em Peruíbe — Foto: G1 Santos

Ainda de acordo com o meteorologista, a recomendação é que na ocorrência de tromba d’água, que geralmente tem breve duração, não haja aproximação e que o funil seja monitorado de longe. Já quando há suspeita de cabeça d’água, os banhistas devem se afastar das margens do rio e seguir para área elevada até que o fluxo da água se normalize.

“Os dois fenômenos são confundidos e muitas pessoas acreditam que são sinônimos. É importante destacar que, mesmo podendo ocorrer em qualquer época, estão associados ao verão por causa das tempestades da estação, quando há chuva forte, ventos, aumento na incidência de raios e até queda de granizo. É preciso ficar sempre atento”, fala Arsego.

Foto mostra a Cachoeira do Paraíso antes de cabeça d'água — Foto: G1 Santos
Foto mostra a Cachoeira do Paraíso antes de cabeça d’água — Foto: G1 Santos

Fonte: G1


Créditos: Ambiente Brasil

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