Seminário da CEPAL discute investimentos produtivos sustentáveis no Brasil

Investimentos em energia eólica crescem no Brasil, principalmente, no Nordeste. Encontrar e investir em novas fontes de energia renóvais serão medidas fundamentais para garantir cumprimento da Agenda 2030. Foto: SEI / FotosPúblicas / Aluísio Moreira
Investimentos em energia eólica crescem no Brasil, principalmente, no Nordeste. Encontrar e investir em novas fontes de energia renóvais serão medidas fundamentais para garantir cumprimento da Agenda 2030. Foto: SEI / FotosPúblicas / Aluísio Moreira

Especialistas brasileiros e latino-americanos reuniram-se na semana passada (6) em Brasília (DF) para discutir o “Big Push Ambiental”, ideia desenvolvida pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) que foca nas oportunidades e coordenação de investimentos produtivos sustentáveis, em especial os de baixo carbono, para dar impulso a um novo ciclo de crescimento com maior igualdade no país.

Especialistas brasileiros e latino-americanos reuniram-se na semana passada (6) em Brasília (DF) para discutir o “Big Push Ambiental”, ideia desenvolvida pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) que foca nas oportunidades e coordenação de investimentos produtivos sustentáveis, em especial os de baixo carbono, para dar impulso a um novo ciclo de crescimento com maior igualdade no país.

O seminário “Big Push Ambiental no Brasil: opções para a transformação social e ecológica da economia brasileira” reuniu mais de 60 formuladores governamentais de políticas públicas, pesquisadores e representantes da sociedade civil e do setor privado do Brasil e da América Latina. O evento foi realizado por meio de uma parceria entre CEPAL, Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE) e Fundação Friedrich Ebert Stiftung (FES).

Segundo Carlos Mussi, diretor do escritório da CEPAL no Brasil, “nós estamos vivendo mudanças demográficas, tecnológicas e climáticas transformadoras, que trazem de volta a discussão sobre qual estilo de desenvolvimento queremos para o futuro”.

“O ‘Big Push Ambiental’ coloca a oportunidade de pensar em políticas públicas, em planejamento e coordenação de médio e longo prazo e em novas formas de engajamento e interação entre os setores público e privado, para dar maior produtividade ao uso dos nossos recursos escassos – não apenas a infraestrutura física, os ambientais e os humanos, mas também os fiscais.”

O seminário teve como objetivo apresentar o Big Push Ambiental e gerar uma discussão sobre sua aplicação para o caso do Brasil a partir das oportunidades e desafios que os investimentos ambientalmente sustentáveis podem apresentar para impulsionar um novo ciclo estável de crescimento econômico para o Brasil.

O Big Push Ambiental é uma ideia desenvolvida pela CEPAL como uma possível resposta dos países latino-americanos e caribenhos aos desafios e mudanças transformadoras em curso globalmente. Surge no contexto de um novo consenso mundial por um estilo de desenvolvimento consolidado nos compromissos feitos pela comunidade internacional na Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, no Acordo de Paris para Mudanças Climáticas e na Agenda de Ação de Adis Abeba para o Financiamento do Desenvolvimento.

O Big Push Ambiental busca identificar os caminhos para que investimentos coordenados transformem a estrutura produtiva, a infraestrutura e a demanda rumo a baixas emissões de gases do efeito estufa e que sejam também catalisadores de um ciclo sustentável de crescimento econômico no país, contribuindo para estimular a economia, gerar empregos e reduzir diferentes desigualdades para uma sociedade mais inclusiva.

O seminário ocorreu no âmbito das celebrações dos 70 anos da CEPAL, que foi fundada em 25 de fevereiro de 1948. Foram lembradas as contribuições de grandes economistas cepalinos sobre desenvolvimento na América Latina e no Caribe, incluindo o argentino Raúl Presbisch, os chilenos Aníbal Pinto, Fernando Fajnzylber e Osvaldo Sunkel e os brasileiros Celso Furtado, Maria da Conceição Tavares e Fernando Henrique Cardoso.

Fonte: ONU


Créditos: Ambiente Brasil