Restos de passarinhos são encontrados nos estômagos de tubarões

Restos de aves são encontrados em estômagos de tubarões (Foto: Marcus Drymon/ Universidade Estadual do Mississippi)
RESTOS DE AVES SÃO ENCONTRADOS EM ESTÔMAGOS DE TUBARÕES (FOTO: MARCUS DRYMON/ UNIVERSIDADE ESTADUAL DO MISSISSIPPI)

O biólogo Marcus Drymon estudava tubarões-tigre (Galeocerdo cuvier) com sua equipe quando presenciou um desses animais vomitando penas.

“Nós o trouxemos para o barco para o medirmos, classificarmos e depois libertá-lo, mas depois ele regurgitou uma grande massa de penas”, relatou ao canal National Geographic, Drymon, que é pesquisador na Universidade Estadual do Mississippi.

Os biólogos levaram o vômito ao laboratório e análises de DNA permitiram descobrir que as penas regurgitadas pelo tubarão não eram de uma ave oceânica, mas de um pássaro triturador marrom (Toxostoma rufum).

Durante oito anos, os cientistas examinaram os materiais estomacais de 105 tubarões-tigres, e encontraram 41 pássaros mal digeridos, de 11 espécies da América do Norte. Entre elas, a  andorinha-das-chaminés e pardais. 

Pesquisadores recolhem material estomacal de tubarão bebê para estudar em laboratório (Foto: Field Museum)
PESQUISADORES RECOLHEM MATERIAL ESTOMACAL DE TUBARÃO BEBÊ PARA ESTUDAR EM LABORATÓRIO (FOTO: FIELD MUSEUM)

Foi feita uma técnica chamada “análise do código de barras do DNA”, na qual foram estudadas seções dos genomas para identificar as espécies. Os cientistas também fizeram uma “lavagem estomacal” em alguns turabões mais novos, através do uso de um cano de PVC.

Na tentativa de catalogar o que estava no vômito, os pesquisadores notaram que alguns dos restos estavam muito digeridos para que pudessem ser identificados, mas cerca da metade deles proveu DNA suficiente para apontar a espécie das aves.

De acordo com os cientistas, tubarões conseguem abocanhar essas presas quando elas são jogadas nos oceanos pela força dos ventos durante tempestades durante épocas migratórias.

“Mas o que faz a nossa situação ainda mais interessante é que a vasta maioria desses indivíduos são tubarões recém-nascidos”, apontou Drymon. Para os cientistas é ainda possível que as mães dos tubarões criem seus filhotes no Golfo do México justamente para aproveitar as oportunidades de alimento que ocorrem durante as migrações.

Fonte: Revista Galileu


Créditos: Ambiente Brasil

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