Projeto Cidades Eficientes do CBCS inicia nova fase

Setembro 2018 – Estruturado em quatro eixos temáticos – eficiência energética, uso racional de água, mobilidade urbana e geração distribuída de energia -, o Projeto Cidades Eficientes do CBCS irá gerar conhecimento direcionado aos governos municipais. Executado pelo Conselho Brasileiro de Construção Sustentável – CBCS, com apoio e financiamento do Instituto Clima e Sociedade – iCS, o Projeto busca estimular a adoção de políticas públicas que viabilizem reduções efetivas das emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em edificações localizadas nas cidades participantes da iniciativa, bem como nos demais municípios brasileiros. Entre os desdobramentos previstos para o Projeto que vem sendo realizado no decorrer de 2018, o CBCS irá disponibilizar resultados obtidos sobre boas práticas em plataforma pública online e, assim, ao considerar que tais resultados envolvem questões econômicas, ambientais e sociais no âmbito das cidades, visa alavancar a adoção de premissas de sustentabilidade no setor da construção civil.

Após a realização de uma recente chamada pública nacional, o Projeto Cidades Eficientes do CBCS está em fase de assessoria técnica junto aos órgãos municipais das três cidades brasileiras inscritas e selecionadas como cidades piloto para a participação ativa na iniciativa, são elas: Jaboatão, em PernambucoSorocaba, em São Paulo; e Florianópolis, em Santa Catarina. O processo de participação ativa no Projeto envolve a coleta de dados sobre o consumo de energia em edifícios que pertencem à essas três prefeituras, análise da legislação e projetos significativos, entre outras ações.

Chamada pública nacional

Em âmbito nacional, o processo da chamada pública despertou o interesse do total de 130 municípios localizados em 21 Estados, o que representa 11% da população brasileira. O processo seletivo para a escolha das cidades participantes envolveu tanto a faixa alvo do Projeto estabelecida para municípios com população entre 200.000 e 2.000.000 de habitantes, bem como critérios fundamentais para a fase de assessoria técnica que agora está em andamento, entre os quais se destacam: experiência comprovada na gestão de iniciativas públicas anteriores relacionadas à eficiência energética e hídrica de edifícios; existência de equipe capacitada, mobilizada e disponível para implementar atividades do projeto; e interesse genuíno em programas que envolvem os quatro eixos temáticos estruturadores do Projeto Cidades Eficientes do CBCS – eficiência energética, uso racional de água, mobilidade urbana e geração distribuída de energia. “Ao liderar uma iniciativa que irá identificar comportamentos, modelar indicadores e formular boas práticas, disponibilizando todas essas informações aos gestores municipais para que possam ser absorvidas conforme as particularidades das cidades brasileiras onde atuam, fortalecemos nossa missão e o impacto positivo dos projetos que realizamos”, afirma a engenheira Dra. Clarice Degani, coordenadora executiva do CBCS.

Fase essencial durante o processo da chamada pública nacional, a equipe técnica do Projeto Cidades Eficientes do CBCS realizou entrevistas telefônicas com representantes da gestão de 20 municípios pré-selecionados. O conjunto das informações obtidas nessa fase resultou na criação de uma base de dados que, por sua vez, permitiu mapear a situação atual das cidades brasileiras participantes no que refere especificamente aos eixos temáticos do Projeto: consumo de energia e água, e aspectos de mobilidade urbana relacionados ao cotidiano de uso dos edifícios públicos pelos funcionários. Também permitiu, em razão do critério da distribuição geográfica que estabeleceu a necessidade de pré-selecionar representantes oriundos de diferentes regiões do Brasil, a criação de um panorama brasileiro que confirmou as prioridades do Projeto. “Entre todos os municípios entrevistados, somente metade declarou possuir um banco de dados sobre consumo de energia e água nas edificações públicas, o que nos revela uma situação de alerta, já que trata-se de uma informação primordial para a elaboração de qualquer análise e posterior planejamento mais criterioso visando eficiência enérgica e uso racional de água nas cidades”, explicam arquiteta Dra. Maria Andrea Triana e o engenheiro Edward Borgsteincoordenadores da equipe técnica do Projeto Cidades Eficientes do CBCS. “Por outro lado, os dados obtidos nas entrevistas telefônicas reforçam a importância da execução do Projeto e validam o foco e as prioridades de trabalho previamente definidos para a nossa atuação junto aos gestores municipais”, concluem Triana e Borgstein.

Fase atual  – próximos passos | Assessoria técnica aos três municípios selecionados

Atualmente, o Projeto Cidades Eficientes do CBCS está na fase da assessoria técnica junto aos órgãos municipais das três cidades brasileiras inscritas e selecionadas para a participação ativa na iniciativa, são elas: Jaboatão, em Pernambuco; Sorocaba, em São Paulo; e Florianópolis, em Santa Catarina. O momento envolve coleta de dados do consumo de energia e água em edificações públicas; análise de legislação relacionada às áreas do projeto com o objetivo de apoiar a implementação de políticas públicas voltadas para a possível adoção de medidas de redução do consumo de energia e água; análise de projetos relevantes; e pesquisa de mobilidade referente ao deslocamento dos funcionários das prefeituras.

Sobre o Conselho Brasileiro de Construção Sustentável – CBCS

CBCS é uma OSCIP criada em agosto de 2007 e se posiciona como ativo interlocutor e fórum independente para discussões subsidiadas pela ciência, contando com a participação do poder público, do poder privado, da academia e da sociedade civil. O CBCS, através de seus posicionamentos e projetos que executa, se propõe a criar e disseminar conhecimentos e boas práticas, mobilizando a cadeia produtiva para a sustentabilidade do setor da construção civil brasileira.

Saiba maishttp://www.cbcs.org.br |  http://www.cbcs.org.br/website/cidades-eficientes/ | https://www.facebook.com/cbcs.conselhobrasileirodeconstrucaosustentavel/

Fontr: CBCS


Créditos: Ambiente Brasil