População de insetos foi dizimada em floresta porto-riquenha, diz estudo

A floresta El Yunque de Porto Rico, afetada pela passagem do furacão Maria, em 4 de outubro de 2017

Assim como as abelhas e as aves silvestres, a população de insetos e outros artrópodes também está sofrendo perdas maciças, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira (15) nas Atas da Academia Americana de Ciências, cujos autores culpam o aquecimento global.

Medir a população de artrópodes não é fácil, mas um método possível é colocar armadilhas no solo e no dossel florestal. As armadilhas são placas cobertas com cola. Depois pesam a “biomassa” seca total capturada.

Isto foi o que fez o biólogo Bradford Lister em 1976 e 1977 na floresta tropical El Yunque, em Porto Rico.

Lister, da Universidade Politécnica de Rensselaer, no estado de Nova York, retornou com outro biólogo em 2011 e 2012, utilizando os mesmos métodos.

A massa de artrópodes capturada se dividiu de 4 a 8, de acordo com o mês, e a quantidade pega pelas armadilhas de 30 a 60.

Esta redução é acompanhada, segundo as observações dos pesquisadores, de reduções paralelas em animais insetívoros da floresta: lagartos, rãs e aves.

“Tudo está em queda”, disse Bradford Lister ao Washington Post, advertindo sobre os efeitos na cadeia alimentar. “Se as florestas tropicais se forem, será um desastre para todo o sistema terrestre, cujos humanos sentirão os efeitos de maneira inimaginável”.

Segundo o modelo utilizado pelos pesquisadores, o problema se dá principalmente pelo aquecimento do clima. A temperatura máxima média em Porto Rico, registrada por uma estação meteorológica florestal, aumentou 2ºC entre 1978 e 2015.

Fonte: AFP


Créditos: Ambiente Brasil