Poluição do ar causa 400 mil mortes prematuras na Europa

Céu cinza de poluição em Londres
Londres é uma das cidades europeias que têm problemas com a poluição atmosférica

A poluição do ar causou cerca de 400 mil mortes prematuras na Europa em 2016, revelaram dados divulgados nesta quarta-feira (16/10) pela Agência Europeia do Ambiente (EEA). O relatório mostrou ainda que quase todos habitantes de cidades europeias estão expostos a níveis de poluição que excedem os considerados não prejudiciais.

“A poluição do ar é atualmente o risco ambiental mais perigoso para a saúde”, destacou a EEA no relatório. Entre os principais poluentes, o relatório cita automóveis, agricultura, geração de energia, indústria e sistemas de calefação doméstica.

O estudo mostrou que em 16 dos 28 países-membros da União Europeia (UE) registrou-se pelo menos uma ocorrência de níveis de dióxido de nitrogênio superiores aos limites estabelecidos pelo bloco.

Na França, Alemanha, Holanda e Espanha foram detectadas concentrações preocupantes do gás liberado por automóveis. Em Londres, por exemplo, ultrapassaram-se 50 microgramas de dióxido de nitrogênio por metro cúbico de ar, apesar de a legislação europeia tolerar apenas 40 microgramas.

De acordo com a EEA, embora o estabelecimento de padrões mais rigorosos para emissões tenha contribuído para reduzir o número de mortes prematuras associadas à poluição atmosférica, são necessárias mais ações. “Estamos progredindo, mas chegou a hora de acelerar as mudanças nos nossos sistemas de energia, alimentação e mobilidade”, instou o diretor geral da agência, Hans Bruyninckx.

O autor do relatório, Alberto González Ortiz, afirmou que os níveis de partículas perigosas no ar estão diminuindo, porém não com a rapidez necessária: “Ainda estamos longe de atingir os padrões da UE e, claro, muito mais longe das normas da OMS [Organização Mundial da Saúde].”

Atualmente a legislação europeia determina que os países avaliem o nível de uma série de poluentes, inclusive ozônio e material particulado em áreas urbanas, e que se tomem medidas quando os limites são ultrapassados.

O relatório recomenda a redução no número de automóveis para conter a poluição atmosférica, principalmente a concentração de dióxido de nitrogênio, já que “quando combatemos a poluição, estamos também lutando contra as mudanças climáticas, e promovendo um comportamento mais saudável”.

Os maiores danos à saúde são causados por material particulado, ozônio e dióxido de nitrogênio. Essas substâncias podem causar ou piorar problemas respiratórios e doenças cardiovasculares.

Segundo a OMS, doenças cardíacas e acidentes vasculares cerebrais (AVC) são as principais causas de morte prematura decorrente da poluição atmosférica, seguidos por doenças pulmonares e câncer de pulmão. Certos grupos são mais vulneráveis aos efeitos dos poluentes, como crianças, idosos, grávidas, e residentes das proximidades de rodovias e regiões industriais.

Fonte: Deutsche Welle


Créditos: Ambiente Brasil

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