Pinguins do mesmo sexo se tornam pais na Austrália

O bebê pinguim de Sphen e Magic nasceu na última sexta-feira, pesando 91 gramas e encantando os funcionários do aquário de Sydney (Foto: Reprodução Sea Life Sydney)
O BEBÊ PINGUIM DE SPHEN E MAGIC NASCEU NA ÚLTIMA SEXTA-FEIRA, PESANDO 91 GRAMAS E ENCANTANDO OS FUNCIONÁRIOS DO AQUÁRIO DE SYDNEY (FOTO: REPRODUÇÃO SEA LIFE SYDNEY)

Na última sexta-feira (26), nasceu o filhote de pinguim que vai entrar para os livros de história: trata-se do filho de Sphen e Magic, um casal de pinguins-gentoo do mesmo sexo que virou a sensação na Austrália nos últimos meses. Apelidados carinhosamente de Sphengic, os dois pinguins machos vivem no aquário de Sydney e são conhecidos por serem inseparáveis.

Com a chegada da temporada de reprodução, Sphen e Magic criaram o próprio ninho. A atitude inspirou a equipe do aquário a colocar um ovo artificial para que o casal pudesse treinar suas habilidades de incubação. O teste foi um sucesso e, por isso, a dupla acabou ganhando com um ovo verdadeiro para que pudesse chocar.

A doação veio de um outro casal de pinguins que tinha botado um ovo a mais. Como geralmente essa espécie pinguins só consegue dar conta de cuidar e chocar um ovo por vez e o outro é deixado de lado, o que sobrou foi dado a Sphen e Magic. Durante o período de incubação, o casal se revezou nas tarefas de proteger, chocar e buscar alimentos. Após 36 dias, o ovo se quebrou e deu origem ao mais novo integrante da família, ainda sem nome.

“O bebê de Sphengic já roubou os nossos corações”, disse em nota a supervisora do departamento de pinguins do aquário de Sydney, Tish Hannan. “Nós amamos ver pais orgulhosos por adotar e cuidar de seus bebês.” Os primeiros 20 dias de um bebê pinguim são os mais vulneráveis, por isso, Hannan ressalta a importância desse cuidado primário pelos pais. “Mal podemos esperar que o mundo também se apaixone pelo bebê de Sphengic, assim como aconteceu com Sphen e Magic”, completou.

Pelas próximas cinco a seis semanas, o bebê sensação da Austrália ficará com seus pais para que eles possam alimentá-lo cerca de dez vezes ao dia, até que ele cresça o suficiente para poder nadar sozinho.

Fonte: Revista Galileu

 


Créditos: Ambiente Brasil