ONU Meio Ambiente e 28 bancos lançam princípios para serviços financeiros responsáveis

Com iniciativa da ONU Meio Ambiente, investidores poderão avaliar bancos segundo seu envolvimento com a causa da sustentabilidade e da ação climática. Na imagem, a Bolsa de Valores de São Paulo. Foto: Wikimedia (CC)/Rafael Matsunaga
Com iniciativa da ONU Meio Ambiente, investidores poderão avaliar bancos segundo seu envolvimento com a causa da sustentabilidade e da ação climática. Na imagem, a Bolsa de Valores de São Paulo. Foto: Wikimedia (CC)/Rafael Matsunaga

A Iniciativa Financeira da ONU Meio Ambiente e 28 bancos lançaram nesta semana (26), em Paris, uma consulta pública global sobre os princípios para serviços financeiros responsáveis. Essas diretrizes foram concebidas pelas instituições para alinhar seus negócios ao Acordo do Clima de Paris e aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas.

Até 31 de maio de 2019, a agência das Nações Unidas e seus parceiros recebem contribuições de outros organismos financeiros e partes interessadas, a fim de melhorar os princípios. Instituições estão convidadas também a se tornar apoiadoras das recomendações. A divulgação do documento final está prevista para setembro de 2019.

Os compromissos de sustentabilidade para o mundo financeiro determinam que bancos serão publicamente responsáveis por seus impactos, tanto negativos quanto positivos, nas sociedades, economias e meio ambiente. Os signatários dos princípios concordam em estabelecer metas públicas para enfrentar as consequências mais prejudiciais de suas atividades. Também assumem a tarefa de contribuir com objetivos nacionais e internacionais de desenvolvimento sustentável e ação climática.

O engajamento com as diretrizes implicará consequências concretas para as instituições — os bancos que descumpram continuamente as exigências de transparência ou que não definam metas adequadas e demonstrem progresso vão ser removidos da lista de signatários.

Com os princípios, investidores, órgãos reguladores, clientes, sociedade civil e políticos poderão comparar instituições financeiras segundo seu nível de envolvimento com a causa da sustentabilidade. Acesse a primeira versão dos princípios clicando aqui (em inglês).

“Estou otimista de que veremos um realinhamento da prática de negócios, um que abrace o fato de que negócios verdes e socialmente responsáveis são os melhores negócios”, afirmou a secretária-geral assistente das Nações Unidas e representante da ONU Meio Ambiente, Satya Tripathi.

Na avaliação da ex-secretária-executiva da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), Christiana Figueres, a decisão dos 28 bancos de elaborar as recomendações “demonstra seu compromisso claro em assumir protagonismo na criação de um futuro sustentável, o único futuro que é aceitável e lucrativo para todos”.

Daniel Wild, co-CEO da RobecoSAM, disse que a sua companhia de investimentos vai incluir parte das exigências dos princípios em sua avaliação de sustentabilidade corporativa. A análise da instituição é a principal pesquisa anual de corporações que desejam competir por uma vaga nos Índices de Sustentabilidade da Dow Jones.

Fonte: ONU


Créditos: Ambiente Brasil