Leslie deixa 27 feridos em Portugal

Bombeiros removem árvores caídas em rua de Figueira da Foz, em Portugal
Bombeiros removem árvores caídas em rua da cidade portuguesa de Figueira da Foz

A passagem da tempestade Leslie por Portugal na madrugada deste domingo (14/10) deixou 27 pessoas feridas e 61 desabrigadas. Cerca de 325 mil pessoas ficaram sem energia elétrica.

Segundo o último balanço da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), foram registradas 27 pessoas levemente feridas, que foram atendidas em hospitais mas retornaram para suas casas logo em seguida.

A Leslie, com ventos de até 176 quilômetros por hora, foi a pior tempestade a atingir Portugal desde 1842.

A Proteção Civil registrou quase 1.900 incidentes durante a noite do sábado e na madrugada deste domingo, a maior parte (perto de 1.200), por causa de quedas de árvores, às quais se somaram inundações e desabamento de estruturas.

Um total de 61 pessoas teve que ser retirado de suas casas devido a danos ou quedas de árvores, embora a maioria já tenha retornado.

Também aconteceram alguns acidentes de trânsito e danos em “vários carros” que estavam estacionados na via pública, assim como fechamentos de estradas, que já foram reabertas.

Os distritos de Coimbra e Leiria foram os mais afetados, com muitas árvores caídas, inundações e destroços em fachadas, terraços, janelas e entradas de edifícios.

“Os maiores perigos já passaram, estamos no momento em que a curva de incidentes está em fase descendente”, explicou à imprensa o comandante distrital da Proteção Civil Luís Belo Costa.

Mesmo assim, o órgão manteve neste domingo os alertas especiais, por precaução, e os avisos à população para que evite as áreas com árvores ou interditadas pelas autoridades.

A tempestade atingiu cerca de 200 linhas de alta tensão, que ainda não tinham sido totalmente recuperadas na tarde do domingo, principalmente no distrito de Coimbra, segundo a Energias de Portugal (EDP), empresa distribuidora de energia no país.

Na terça-feira, uma forte tempestade causou a morte de 12 pessoas na ilha espanhola de Maiorca, no Mar Mediterrâneo.

Fonte: Deutsche Welle


Créditos: Ambiente Brasil