Huemul, cervo em risco de extinção, é avistado na Patagônia chilena

Um huemul, veado em perigo de extinção, é avistado em Puelo, norte da Patagônia Chilena, em 20 de novembro de 2018

Uma equipe de cientistas conseguiu registrar pela primeira vez uma dezena de huemuls, um cervo em risco de extinção, em uma zona do norte da Patagônia chilena onde nunca haviam sido avistados, uma descoberta que dá esperanças para sua preservação.

Moradores da bacia do rio Puelo, na região de Los Lagos, relataram ter observado espécimes de huemul nos últimos meses, um fato que até agora só parecia um mito, já que sua presença no local nunca havia sido confirmada por imagens.

Alertadas por estes relatos, as ONGs Corporación Puelo Patagonia e Tompkins Conservation, junto com a National Geographic Society, organizaram uma primeira expedição em setembro do ano passado na que instalaram câmeras, que uma vez revisadas evidenciaram a descoberta surpreendente.

“Nesta zona nunca se havia falado da presença do huemul, inclusive autoridades punham em dúvida sua existência. É muito relevante ter imagens e poder divulgá-las”, disse à AFP Cristián Saucedo, administrador do Programa de Vida Silvestre da Tompkins Conservation, a organização criada pelo bilionário americano Douglas Tompkins.

Após quatro expedições, a última delas em abril, as câmeras obtiveram imagens de diferentes huemuls adultos, machos, fêmeas e de filhotes sendo amamentados, “uma descoberta muito importante, sobretudo considerando que é uma espécie em perigo extremo”, afirmou Andrés Diez, coordenador de projetos da Puelo Patagonia.

Os huemuls vivem nas montanhas, a uma altitude de entre 1.600 e 1.800 metros, uma zona que não é a ideal para sua sobrevivência. Esta descoberta surpreendeu os especialistas, pois significa que conseguiram se adaptar a este lugar onde há escassez da erva com que se alimentam, sobretudo no inverno, quando devem se mover para zonas mais baixas.

Atualmente, os huemuls (Hippocamelus bisulcus) se encontram principalmente na cordilheira dos Andes, em regiões do centro do Chile. Mas também foram encontrados exemplares em zonas inóspitas da região de Magallanes (2.200 km ao sul de Santiago).

O avistamento dá esperanças aos cientistas, que a partir desta descoberta esperam propor estratégias para sua conservação nessa zona.

Fonte: AFP


Créditos: Ambiente Brasil

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