Emissões dos gases do efeito estufa caem 2,3% em 2017, diz novo relatório

As emissões brasileiras dos gases do efeito estuda caíram 2,3% em 2017. O país gerou 2,071 toneladas brutas no ano passado, contra 2,119 bilhões de toneladas em 2016. Os dados são inéditos e divulgados nesta quarta-feira (21) em novo relatório do Observatório do Clima.

De acordo com o texto, a queda foi puxada pela redução na taxa de desmatamento na Amazônia – a destruição da floresta caiu 12% no mesmo período. As emissões devido às perdas na região caíram de 601 milhões de toneladas em 2016 para 529 milhões.

Ao mesmo tempo, há um aumento de 11% no desmatamento no Cerrado no ano passado, o que não permitiu uma queda mais acentuada. As emissões dos gases do efeito estufa passaram de 144 milhões de toneladas para 159 milhões. Veja os dados por estado do país:

Emissoes de gases do efeito estufa por estado do Brasil em 2017 — Foto: Alexandre Mauro/G1
Emissoes de gases do efeito estufa por estado do Brasil em 2017 — Foto: Alexandre Mauro/G1

“Desde 2010 as emissões estão patinando no mesmo nível, por um misto da conjuntura econômica e da gangorra do desmatamento, que parou de dar sinais consistentes de queda após 2012”, disse Tasso Azevedo, coordenador técnico do SEEG.

De acordo com Carlos Rittl, do Observatório do Clima, o Pará e o Mato Grosso são os estados com maior índice porque desmatam mais – tanto no Cerrado, quanto na Amazônia.

“A principal fonte de emissões historicamente aqui no Brasil é o desmatamento, principalmente na Amazônia, mas o Cerrado cresce e supera em proporção a floresta amazônica”, diz Rittl.

Destaques do estudo

  • As mudanças de uso da terra, ações do homem em áreas de natureza, prinipalmente o desmatamento, são a principal causa de emissões de gases: representam 46% do total. Em segundo lugar, está o setor da agropecuária, com 24% de participação em 2017.
  • O Brasil é o 7º país no ranking global de emissões de gases do efeito estufa. Em primeiro lugar, está a China, seguida por Estados Unidos e União Europeia (28 países).


Créditos: Ambiente Brasil