Com “árvore de Natal” na cabeça, salamandra aquática é descoberta nos EUA

Sirene reticulada recém descrita nos EUA. (Foto: Cortesia / Pierson Hill)
SIRENE RETICULADA RECÉM DESCRITA NOS EUA. (FOTO: CORTESIA / PIERSON HILL)

Assim como o Pé-grande e o Monstro do Lago Ness, havia na Flórida uma lenda que contava a história de um animal longo como uma cobra, mas com duas patas traseiras, manchas como a de um leopardo e o adorno parecido com o de uma árvore de Natal na cabeça. Ele se esconderia entre lagos e pântanos do estado norte-americano.

A dúvida sobre a origem real ou mitológica da estranha criatura rondava a cabeça de diversos biólogos, até que foi finalmente encontrado: trata-se de um dos maiores animais vertebrados descritos nos EUA em mais de um século.

O animal foi identificado como uma sirene, um tipo de salamandra aquática com cara de enguia descrita pela primeira vez no século 18. Porém, vivendo escondidos nos habitats aquáticos de água doce no sudeste dos Estados Unidos, pouco se sabe sobre esses animais.

Para determinar se a sirene reticulada, batizada em referência às suas manchas,  era de fato uma espécie nova, o pesquisador David Steen, ecologista do Georgia Sea Turtle Center, saiu em busca dos animais. O primeiro foi coletado em 2009, e foram precisos mais cinco anos para encontrar mais três, em 2014.

Sirene reticulada recém descrita nos EUA. (Foto: Cortesia / Pierson Hill)
SIRENE RETICULADA RECÉM DESCRITA NOS EUA. (FOTO: CORTESIA / PIERSON HILL)

A avaliação dessas sirenes – junto com espécimes preservados de museus – permitiu que os autores do estudo realizassem uma análise detalhada do DNA dos animais e as estruturas de seus corpos. A partir disso, determinaram que os animais são geneticamente e fisicamente distintos das espécies de sirenes conhecidas que vivem na área.

O animal tem cerca de 60 centímetros de comprimento e brânquias externas ramificadas na cabeça, que servem para que o animal possa respirar sob a água. De acordo com o pesquisador, os predadores naturais das sirenes reticuladas provavelmente incluem cobras, garças e peixes predadores, mas a maior ameaça é o ser humano.

“Como pouco se sabe sobre a extensão do alcance das sirenes, é possível que as zonas úmidas onde viviam já estejam sendo drenadas”, disse Steen em entrevista ao site LiveScience.

Fonte: Revista Galileu


Créditos: Ambiente Brasil