CEPAL: programa chinês é oportunidade de investimentos sustentáveis na América Latina

A secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, destacou em Paris no início de dezembro (7) que o projeto de desenvolvimento chinês “One Belt, One Road” poderá ser uma importante oportunidade para impulsionar investimentos inclusivos e sustentáveis.

De acordo com Bárcena, a região da América Latina e do Caribe vê a iniciativa com grande interesse, à medida que oferece a oportunidade de diversificar e melhorar a qualidade de seus vínculos econômicos com a China e, especificamente, atrair investimentos importantes em infraestruturas, indústrias e serviços.

Embarcações no litoral chinês. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark
Embarcações no litoral chinês. Foto: Banco Mundial/Curt Carnemark

A secretária-executiva da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), Alicia Bárcena, destacou em Paris no início de dezembro (7) que o projeto de desenvolvimento chinês “One Belt, One Road” poderá ser uma importante oportunidade para impulsionar investimentos inclusivos e sustentáveis.

Bárcena realizou na semana passada uma apresentação no quarto Fórum da Rota da Seda, realizado na capital francesa pelo Centro Chinês para o Conhecimento Internacional sobre o Desenvolvimento (CIKD) e pela Fundação Chinesa para o Desenvolvimento (CDRF), com apoio do Ministério das Relações Exteriores da China e do Centro de Investigação do Desenvolvimento do Conselho de Estado da China.

De acordo com Bárcena, a região da América Latina e do Caribe vê a iniciativa com grande interesse, à medida que oferece a oportunidade de diversificar e melhorar a qualidade de seus vínculos econômicos com a China e, especificamente, atrair investimentos importantes em infraestruturas, indústrias e serviços.

“Embora o comércio entre a China e a América Latina e o Caribe tenha aumentado 22 vezes nos últimos oito anos, a iniciativa ‘One Belt, One Road’ é uma importante oportunidade para atrair investimentos inclusivos e sustentáveis e para fortalecer a conectividade digital e comercial entre ambas as partes, além da exportação de produtos básicos”, destacou Alicia Bárcena.

Atualmente, a China é o segundo parceiro comercial mais importante da região e o primeiro da América do Sul. O comércio entre a região e o país asiático movimentou mais de 280 bilhões de dólares em 2017, segundo dados compilados pela CEPAL.

“Para nossa região, agora é hora de definir os projetos específicos que poderão ser levados a cabo no âmbito da iniciativa de investimento chinesa e as modalidades para financiamento e implementação, assegurando sempre que os benefícios sejam tangíveis e compartilhados mutuamente. A CEPAL está preparada para apoiar esta importante tarefa”, afirmou.

A secretária-executiva da CEPAL destacou em sua apresentação que as mudanças que ocorreram no mundo nas últimas décadas, com aumento do protecionismo e questionamento cada vez mais forte à globalização, ameaçaram o sistema multilateral.

No entanto, enfatizou, “manter um sistema comercial aberto, multilateral e baseado em regras é chave para implementação da Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, de seus objetivos (ODS) e do Acordo de Paris sobre mudança climática”.

Bárcena relembrou que, em janeiro no Chile, a China convidou oficialmente a América Latina e o Caribe para participar da iniciativa de desenvolvimento. Desde então, mais de dez países da região firmaram memorandos de entendimento com o país asiático, incluindo Chile, Bolívia, Costa Rica, República Dominicana, Panamá, Uruguai, Venezuela e outras nações do Caribe.

Além de Bárcena, o painel sobre no Fórum da Rota da Seda teve participação de personalidades destacadas, entre elas Jeffrey Sachs, economista professor da Universidade de Columbia e assessor especial do secretário-geral da ONU, António Guterres; Tu Guangshao, vice-presidente da Corporação de Investimentos da China; Jorge Arbache, vice-presidente para o Setor Privado do Banco de Investimento da América Latina; Bert Hofman, diretor para a China, Mongólia e Coreia do Banco Mundial; e Pavel Kadochnikov, vice-reitor de Pesquisa da Academia Russa de Comércio Exterior, pertencente ao Ministério de Desenvolvimento Econômico da Rússia.

Fonte: ONU


Créditos: Ambiente Brasil