Bolsonaro defende juntar ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente e se diz preocupado com questões ambientais

O candidato do PSLà Presidência, Jair Bolsonaro, não saiu de casa durante a manhã desta quinta-feira (18). Às 9h45, os médicos do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, foram até a casa dele na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, para avaliar Bolsonaro.

A primeira cirurgia do candidato, feita logo após a facada que ele sofreu durante a campanha em Juiz de Fora (MG), no dia 6 de setembro, completou 42 dias. Depois, ele ainda passou por uma outra cirurgia, em São Paulo. Desde que teve alta do hospital, no dia 29 de setembro, ele tem sido avaliado em casa.

Mas, nesta quinta, os médicos saíram sem falar com a imprensa às 11h50. O Hospital Albert Einstein divulgou uma nota dizendo que “o candidato à Presidência Jair Bolsonaro foi submetido hoje à avaliação médica multiprofissional, de exames de imagem e laboratoriais, que se mostraram estáveis. Apresenta boa evolução clínica e a avaliação nutricional evidenciou melhora da composição corpórea, mas ainda exigindo suporte nutricional e fisioterapia. Ainda permanece como fator limitante relativo à presença da colostomia”.

Os médicos Antônio Luiz Macedo e Leandro Echenique, ouvidos pela TV Globo, disseram em mensagem que o comparecimento a debates depende apenas dele, ou seja, do ponto de vista clínico ele está liberado.

Os médicos afirmaram que há pacientes que, com colostomia, ficam fragilizados e tem pacientes que toleram bem. O médico acrescentou que, como a colostomia é recente, depende de como o candidato vai se sentir muito tempo fora do ambiente domiciliar.

A colostomia é um procedimento que liga uma parte do intestino à parede do abdômen para criar um novo trajeto para as fezes e gases, que ficam armazenados em uma bolsa externa.

À tarde, o candidato disse que não se sente em condições físicas de ir ao debate, em função da bolsa de colostomia.

“Estou me sentindo bem. Temos as restrições da gravidade da lesão. Foram aproximadamente 15 centímetros da facada. Perdi dois litros de sangue no mesmo dia, cortou vários pontos do intestino, inclusive o grosso, onde espalhou fezes por toda a região abdominal e a restrição é a bolsa de colostomia”, afirmou.

“Então, até dizem, né, que eu poderia comparecer ao debate, mas teria muita chance de ter recaída e o problema é ter que voltar ao hospital. Conversando com a minha família, em primeiro lugar, minha saúde, afinal de contas, não adiante ser presidente sem saúde”, completou.

Jair Bolsonaro também falou sobre a sua intenção de unir o Ministério da Agricultura com o do Meio Ambiente. E disse que isso não prejudicará a necessidade de preservação de áreas como a Amazônia.

“A Amazônia precisa ser preservada, ninguém discute isso aí, mas temos problemas na Amazônia, as enormes reservas indígenas que, há muito tempo, a determinação dos povos indigenas para entrar nesse caldeirão. Nós podemos ter novos países dentro do Brasil. Temos que nos preocupar com isso”, disse.

Na visão de Bolsonaro, a junção dos dois ministérios não dificultará a defesa do meio ambiente, principal preocupação dos ambientalistas. Mas o candidato reiterou que seu desejo é acabar com as disputas que diz haver hoje entre as duas áreas.

“Não dificulta porque eu poderia botar uma pessoa do mesmo perfil ideológico na Agricultura e, no meio ambiente, não dificulta em nada. O que que não pode continuar acontecendo? Uma briga entre ministérios. Então, um partido indica ministro de Meio Ambiente. Outro partido indica ministro da Agricultura e os problemas estão ai. É a indústria da multa. Para você tirar uma licença ambiental, lógico, você tem que fazer com bastante cuidado, mas não pode levar 10 anos ou simplesmente não se conceder licença ambiental. Essa forma xiita de tratar o meio ambiente que eu estou preocupado. Agora, sou sim pessoa interessada em preservar meio ambiente”, concluiu.

Fonte: G1


Créditos: Ambiente Brasil