Ameaçados de extinção, restam menos de 19 botos vaquitas no mundo

Uma vaquita morta após ser capturada por uma rede de pesca de emalhar  (Foto: University of St Andrews)
UMA VAQUITA MORTA APÓS SER CAPTURADA POR UMA REDE DE PESCA DE EMALHAR (FOTO: UNIVERSITY OF ST ANDREWS)

Conhecida como boto do Pacífico, a vaquita (Phocoena sinus) é o menor mamífero marinho do mundo e está ameaçada de extinção sobretudo devido à pesca ilegal. Um novo estudo, feito por pesquisadores do México e dos Estados Unidos, mostrou que restam menos de 19 desses animais no planeta. Os cientistas afirmam que a população de vaquitas caiu em 98,6% desde 2011.

Em 2014, o número de vaquitas era menos de 100; em 2017, os dados caíram para menos de 30 remanescentes. No ano passado, o número anunciado foi de 12 animais no mundo. O animal é “criticamente ameaçado”, segundo a lista vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza e dos Recursos Naturais.

Vaquitas no oceano  (Foto: NOAA/ Wikimedia Commons )
VAQUITAS NO OCEANO (FOTO: NOAA/ WIKIMEDIA COMMONS )

As vaquitas vivem no extremo norte do Golfo da Califórnia, próximo ao México. O animal sofre com a pesca predatória na área, pois divide o habitat com outra espécie ameaçada, a totoaba. A bexiga natatória do peixe, conhecida como “cocaína do mar”, costuma ser contrabandeada do México para a China, onde é vendida por, no mínimo, US$ 40 mil (quase R$ 152 mil) por quilo. Acredita-se que ela tenha propriedades medicinais.

O governo mexicano tentou conter a pesca na área, proibindo desde março de 2005 redes de emalhar (acessórios de pesca que capturam peixes e crustáceos com o próprio movimento dos animais). Porém, de acordo com o estudo, os pescadores continuam usando o utensílio: essas redes mataram 8 das 10 vaquitas encontradas em 2016.

Segundo Peter Evans, da Universidade Bangor, do País de Gales, nós temos apenas um ano para evitar a extinção desses animais. “A notícia boa é que há uma solução simples pra isso”, contou o pesquisador. “Com recursos suficientes, o governo mexicano pode protegê-las ao localizar as redes de pesca ilegal. Nós estamos falando de uma área menor do que o centro de Londres”. Tomara que elas sejam salvas.

Fonte: Revista Galileu


Créditos: Ambiente Brasil

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