Água potável traz esperança a refugiados sul-sudaneses e anfitriões em Uganda

Quando a sul-sudanesa Asha Rose Sillah chegou a Uganda pela primeira vez como refugiada, havia tão pouca água que para saciar a sede ela tinha que recorrer a um pântano. Agora, graças a um novo projeto, sua família tem água potável em abundância — e excedente suficiente para regar as cebolas cultivadas para venda no mercado. Leia relato da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR).

Richard Ochaya, do ACNUR, inspeciona painéis solares instalados para a instalação hidráulica no campo de refugiados de Bidibidi, em Uganda. Foto: ACNUR/Michele Sibiloni
Richard Ochaya, do ACNUR, inspeciona painéis solares instalados para a instalação hidráulica no campo de refugiados de Bidibidi, em Uganda. Foto: ACNUR/Michele Sibiloni
O oficial de Saúde, Água e Saneamento Richard Ochaya abre o estoque de água no projeto Obomiri para distribuição no campo de refugiados de Bidi Bidi usando bombeamento movido a energia solar. Foto: ACNUR/Michele Sibiloni
O oficial de Saúde, Água e Saneamento Richard Ochaya abre o estoque de água no projeto Obomiri para distribuição no campo de refugiados de Bidi Bidi usando bombeamento movido a energia solar. Foto: ACNUR/Michele Sibiloni

Quando a sul-sudanesa Asha Rose Sillah chegou a Uganda pela primeira vez como refugiada, havia tão pouca água que para saciar a sede ela tinha que recorrer a um pântano. Agora, graças a um novo projeto, sua família tem água potável em abundância — e excedente suficiente para regar as cebolas cultivadas para venda no mercado.

“Vou colher três ou quatro sacas (de cebola)”, disse. “Agora há mais água na comunidade, então temos tempo para fazer muitas coisas.”

Asha fugiu do Sudão do Sul em 2016, no auge de uma emergência que levou milhares de pessoas a atravessar a fronteira todos os dias, e chegou ao assentamento de refugiados de Bidibidi, em Uganda. A água era escassa na época, o que deixava a tarefa de cuidar de seus cinco filhos ainda mais difícil.

“Havia muitas doenças. Bebíamos qualquer água que encontrássemos ”, explica.

Caminhões entregavam água de uma fonte a 100 quilômetros de distância em estradas precárias e os refugiados tinham que ficar na fila por horas para encher o máximo de frascos que podiam carregar.

Agora, o máximo de água para uma pessoa é de 20 litros por dia. Há três anos, os refugiados de Bidibidi tinham acesso a apenas 2,3 litros por dia.

“De manhã até o meio-dia, os refugiados não podiam cozinhar, muitos nem sequer tinham água para beber ou tomar banho”, disse Richard Ochaya, associado sênior de Saúde, Água e Saneamento do ACNUR, a Agência da ONU para Refugiados, em Bidibidi.

Felizmente, as coisas mudaram. Um poço alimentado por energia solar instalado pelo ACNUR com investimento de parceiros e do setor privado bombeia água para pontos próximos de quase 500 residências.

“Temos capacidade para bombear 85.000 litros de água por hora, mas estamos extraindo apenas 45.000 litros porque não queremos esgotar os aquíferos. Precisamos gerenciar o recurso e cuidar do meio ambiente”, disse Ochaya.

O plano é entregar a instalação ao governo de Uganda para aumentar o suprimento de água no distrito.

“No futuro, se as operações para atender refugiados não existirem mais, a comunidade anfitriã poderá cuidar de tais instalações e vê-las beneficiar as futuras gerações”, disse.

A falta de instalações adequadas de água, saneamento e higiene pode devastar a saúde e a sobrevivência dos refugiados nos campos, fora deles e em áreas urbanas.

O projeto em Yumbe é um exemplo de como o investimento inteligente pode ajudar refugiados e comunidades anfitriãs, fornecendo acesso imediato ao abastecimento de água.

Fonte: ONU


Créditos: Ambiente Brasil

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