Pró-Ambiente ganha 1º lugar em concurso de práticas sustentáveis
Pró-Ambiente ganha 1º lugar em concurso de práticas sustentáveis
A Pró-Ambiente além de ser uma assessoria ambiental que a atua em um vasto campo na área ambiental, elabora projetos na área de sustentabilidade. Os projetos da empresa visam transformar os resíduos em materiais com alto valor agregado, que são utilizados em processos industriais. Dentre os diversos projetos desenvolvidos pela empresa, um dos que apresenta enorme viabilidade financeira e ambiental é o da produção de etanol a partir do soro de leite.
Com esse projeto, a empresa obteve o 1º lugar no concurso de práticas sustentáveis (concurso “Economia Verde”) criado pela Nossa Caixa Desenvolvimento. Com isso, a empresa demonstra o enorme potencial que possui na área ambiental.
Os links abaixo possuem mais informações desse prêmio:
- http://www.nossacaixadesenvolvimento.com.br/imprensa/lenoticia.php?id=54
- http://www.nossacaixadesenvolvimento.com.br/portal.php/institucional/concursos
- http://www.ambiente.sp.gov.br/economiaverde/empresas.html
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Tairi T Gomes – sócio da Pró-Ambiente – recebendo a premiação
A título de conhecimento, segue abaixo um resumo desse projeto.
Apresentação
O projeto tem o objetivo de gerar etanol a partir da fermentação do soro de leite. Esse resíduo, gerado pela indústria de laticínio, causa inúmeros problemas ambientais devido à disposição inadequada. Assim, o principal objetivo desse projeto é a transformação de um passivo ambiental num ativo econômico com alto valor agregado.
As pesquisas resultantes da fermentação do soro de leite resultaram na geração de etanol (com alto grau de pureza), caseína e biosurfactante, o que evidencia a transformação de um resíduo em produtos. Soma-se a esse beneficio, a redução nas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEEs) obtido com a utilização do soro, que ao invés de ser destinado ao meio ambiente, é tratado no processo industrial. Além disso, o projeto contempla a reutilização da água presente no soro, evidenciando a sustentabilidade do processo.
Desta maneira, ao tratar um resíduo com alto teor orgânico, o projeto traz para a realidade os princípios do desenvolvimento sustentável atrelando as variáveis ambientais às econômicas.
Resultados obtidos
Com relação a geração de etanol, no processo fermentativo foi gerado 70 minilitros de etanol por litro de soro, o que representa uma eficiência de 7% (o processo de geração da cana tem eficiência de 8%). Após o processo de destilação, o material foi submetido a uma pesquisa realizada pelo IPT – SP (Instituto de Pesquisa e Tecnologia de São Paulo). Segue abaixo os melhores parâmetros obtidos:
- Acidez Total (mg/l)............................... 6,4
- Condutividade elétrica a 20 °C............. 19
- Massa Específica (kg/m³)..................... 827,6
- pH a 20°C ............................................ 6,0
- Teor alcoólico - °INPM ......................... 86,3
- Teor de Hidrocarbonetos .................... zero
Esses parâmetros mostraram que o álcool obtido pela fermentação do soro possui um grau de pureza muito grande, se equiparando ao álcool industrial e neutro.
Item |
Álcool Neutro |
Álcool Industrial |
Álcool soro leite |
Massa Específica, 20°, g/mL |
0,8071 |
0,8076 |
0,8276 |
Grau Alcoólico, % v/v |
96,1 |
96 |
86,3 |
Acidez, mg/L |
10 |
30 |
6,4 |
Condutividade, μS/m |
50 |
300 |
19 |
pH |
5,5 a 7 |
5,5 a 7 |
6 |
Tanto o álcool industrial quanto o neutro possuem uma aplicação mais nobre que o álcool carburante, sendo utilizado para perfumes, fabricação de bebidas, remédios, etc. Desta maneira, como o álcool do soro de leite tem parâmetros melhores que os do industrial e do neutro, podendo ser utilizado para esses usos nobres.
Não existem fatores técnicos que impeçam o uso do álcool do soro como comburente, mas por ser puro, ele pode obter melhores preços que se aplicado como combustível.
Com relação a geração de caseína, o processo de extração via precipitação ácida gerou aproximadamente 0,3 gramas por litro de soro. Para ser comercializada, essa caseína precisa ser purificada, porém esse processo não foi alvo de ação desse projeto.
Com relação a produção de biosurfactante, foi gerado uma quantia de 1 miligrama a cada 10 litros de soro. Essa quantia foi purificada, mas não foi caracterizado o tipo de biosurfactante gerado.
Desta maneira, considerando a produção nacional de soro de leite, seriam gerados anualmente:
- 220,5 milhões de litros de etanol;
- 945 toneladas de caseína;
- 315 quilos de biosurfactante.
Por tanto, ao produzir insumos industriais de forma barata e continua, o projeto da empresa consegue introduzir na prática os princípios da sustentabilidade ambiental e econômica.

